O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) marcou presença de forma expressiva no evento promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica e Neonatal (Abenfo), realizado entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, em Teresina (PI). Com o tema “Gestando o Futuro: Enfermagem em Rede para Transformação Sustentável do Modelo Obstétrico e Neonatal”, o encontro reuniu profissionais, pesquisadores, docentes e estudantes do Brasil e do exterior para discutir avanços, desafios e perspectivas da assistência obstétrica e neonatal.
A programação integrou quatro eventos simultâneos: o XIII Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal (COBEON), o VII Congresso Brasileiro de Enfermagem Neonatal (COBENEO), o VII Congresso Internacional de Enfermagem Obstétrica e Neonatal (CIEON) e o V Congresso Internacional de Enfermagem Neonatal (CIEN).
Logo na abertura do congresso, em 24 de setembro, o IFF/Fiocruz, por meio da Coordenação de Ações Nacionais e de Cooperação, ministrou dois minicursos voltados à qualificação profissional: “Dez passos do cuidado obstétrico”, conduzido por Mônica Iassanã e Danúbia Jardim, e “Dez passos do cuidado neonatal”, apresentado por Marcelle Araújo, Eremita Val Rafael e Aline Entringer.

Grupo do minicurso: Dez passos do cuidado obstétrico
No dia seguinte, a enfermeira obstétrica Mônica Iassanã participou da mesa-redonda “Cenários de nascimento no Brasil: cuidado humanizado e boas práticas”, apresentando o tema “Contexto da atuação da Enfermagem obstétrica na assistência hospitalar ao parto no Brasil”.
Também representando o Instituto, a gestora da Área de Atenção Clínica ao Recém-Nascido, Karla Pontes, abordou a temática “Formação de especialistas no cuidado neonatal” durante a mesa-redonda “Enfermagem Neonatal como força estratégica para reduzir mortes evitáveis e promover cuidado centrado na família”. Na ocasião, destacou o curso de Especialização em Enfermagem Neonatal, oferecido na modalidade de educação a distância (EAD) através do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do IFF/Fiocruz.
A coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto, Maria Gomes, integrou a conferência “Transição de modelos de assistência obstétrica no Brasil: lutas, possibilidades e desafios”, apresentando a experiência da implantação dos vinte passos como estratégia de redução da mortalidade materna e neonatal.
Já a analista de Gestão da Coordenação de Ações Nacionais e de Cooperação, Maria Teresa Rossetti Massari, participou da mesa-redonda “Planejamento da força de trabalho em enfermagem para o fortalecimento da Rede Alyne: formação, dimensionamento e regulação do trabalho”, contribuindo com reflexões sobre a qualificação e organização da força de trabalho em enfermagem no país.
Durante o congresso, as enfermeiras da Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante do IFF/Fiocruz, Luciana Filies e Thalita Oliveira, também divulgaram o curso de educação a distância (EAD) “Enfermagem em Maternidades”, disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Instituto.
Entre os destaques da participação do IFF/Fiocruz, a ex-residente de Enfermagem Obstétrica, Laís Gomes Santuche Pontes, foi contemplada com o Prêmio Ana Grijó pelo trabalho “Sexualidade no puerpério: tensões entre a maternidade e a identidade feminina”. O reconhecimento evidencia a relevância da produção científica desenvolvida no âmbito da formação e da assistência em Enfermagem Obstétrica da instituição.
A ampla participação do IFF/Fiocruz no evento reafirma o papel da instituição como referência nacional na formação de profissionais, na produção e disseminação de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência obstétrica e neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS).
“A participação expressiva do IFF/Fiocruz em um espaço tão relevante para a Enfermagem Obstétrica e Neonatal no país é uma demonstração inequívoca do reconhecimento que temos nacionalmente. Estamos liderando inúmeras iniciativas voltadas para melhoria do cuidado e redução da mortalidade materna e neonatal e o protagonismo da enfermagem é fator decisivo para isso”, avalia Maria Gomes.
Profissionais do Instituto compartilharam experiências, apresentaram estratégias de formação profissional e contribuíram para debates sobre assistência obstétrica e neonatal no SUS



