Profissionais do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) participaram do 5º Congresso Brasileiro de Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que ocorreu entre os dias 2 e 6 de novembro, em Fortaleza (CE). O tema do 5º PPGS trouxe palavras que traduzem intenções e premissas: “Política, Saberes e Práticas: Resistência e Insurgência no Enfrentamento das Iniquidades em Saúde”.
A professora e pesquisadora do IFF/Fiocruz, Tatiana Wargas, participou de algumas atividades no Congresso. No Pré-Congresso, atuou como uma das coordenadoras da “II Oficina do Plano Diretor da Área de Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde”, que teve como objetivo central discutir os documentos preliminares produzidos pelos grupos de trabalho da Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS) da Abrasco, que desde 2023 iniciou um processo de construção do 1º Plano Diretor para a área de PPGS. “A Oficina avançou na discussão dos principais problemas apresentados e proposições iniciais, na perspectiva de se ampliar e qualificar as análises, bem como dar continuidade ao trabalho da Comissão de produzir e encaminhar o Plano Diretor, considerando o cenário de apresentação do Plano no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em dezembro de 2025”, informou Tatiana.
A Oficina mobilizou mais de 50 participantes em dois turnos de trabalho, no dia 3 de novembro, e conseguiu alcançar participantes de diferentes coletivos da Abrasco
Tatiana participou como palestrante na mesa “Saúde na Agenda Legislativa”, que teve como objetivo central discutir a atuação do Legislativo na saúde e as perspectivas para uma atuação da saúde coletiva nesse contexto. “Discutiu-se o cenário atual com a distribuição de emendas parlamentares, o peso dos empresários da saúde no Legislativo federal, os rebatimentos da agenda conservadora e negacionismo no Congresso Nacional e nos legislativos estaduais, a fragmentação das pautas tirando da centralidade e mesmo ofuscando os debates estratégicos da saúde”, destacou a professora.
A pesquisadora do Instituto participou na Comunicação de Produção Artística com o Projeto “Diálogos entre a graduação e a pós-graduação: ofertando estudos sobre interseccionalidade e saúde”, que consiste em um projeto em parceria com diferentes instituições de formação em saúde coletiva – IFF/Fiocruz, INU/UFRJ e ISC/UFF, na realização de pequenos vídeos com o objetivo de promover o acesso, de graduandos e profissionais de saúde, a resultados de pesquisas inéditas realizadas por mestrandos e doutorandos de Pós-Graduações em Saúde Coletiva, trazendo questões práticas e atuais para debate e reflexão.
“A interseccionalidade é o conceito-ferramenta que mobiliza o projeto e os vídeos foram construídos a partir de um trabalho coletivo e participativo em Oficinas e grupos de trabalho. São 6 vídeos, mobilizando 27 estudos, abordando os seguintes temas: “O perigo do método único”, “De quem tu cuidas?”, “Corpo-existência, corpo-território”, “Nossos passos vêm de longe”, “Direitos, para quem?”, e “Você tem fome de quê?””, comentou ela. Tatiana também participou da apresentação de trabalhos em comunicações coordenadas e rodas de conversa com alunos que orienta.
Rodas de conversa:
1 – “Erguendo a Escrita: Uma Experiência de Construção a Partir de Outras Linguagens – com Bianca Moraes Assucena e André Luiz Mendonça;
2 – “As Emendas Parlamentares e os Desafios Para a Gestão Municipal da Atenção Primária à Saúde: Estudo de Caso na Região de Saúde Metropolitana I/RJ” – com André Schimidt, Luciana Lima e Carla Lourenço.
Comunicação Coordenada:
1 – “As Transferências Federais Por Emendas Parlamentares Aos Municípios e Suas Implicações Para o Financiamento do SUS no Período de 2016 a 2021” – com André Schimidt, Luciana Lima e Carla Lourenço.
Fórum Nacional de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Professores da área de Educação do IFF/Fiocruz participaram do Fórum, realizado nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2024. As discussões em grupos de trabalho enfatizaram a necessidade de maior interlocução do Fórum com o CNPq e a CAPES, defendendo a distribuição equitativa de recursos e transparência nas atividades da Saúde Coletiva.
Fórum Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva destaca ações afirmativas e inclusão em encontro em Fortaleza
Ações Nacionais e de Cooperação
A Coordenação de Ações Nacionais e de Cooperação teve a oportunidade de debater em rodas de conversa a experiência do Portal de Boas Práticas enquanto ferramenta de disseminação de conhecimento na área da saúde da mulher e da criança; os cursos autoinstrucionais no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) voltados para atenção neonatal; e as intervenções para a redução da mortalidade materna e neonatal junto às secretarias de saúde e equipes de serviços. Além disso, também se reuniu com a diretora do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde (DAHU/SAES/MS), Aline Costa.
Da esquerda para a direita: Priscilla Vilella (IFF), Aline Costa (MS) e Maria Teresa Massari (IFF)
Discussão sobre a privação de liberdade para pessoas trans no Brasil
O pesquisador do IFF/Fiocruz, Carlos Renato Alves da Silva, apresentou o trabalho premiado recentemente na categoria “Saúde Coletiva” do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2024, intitulado “Travestis e mulheres transexuais em situação de prisão na região metropolitana do Rio de Janeiro: seus corpos e suas (sobre)vivências”, na forma de roda de conversa, a fim de ampliar a discussão sobre a privação de liberdade para pessoas trans em nosso país. “A participação do Instituto nesse Congresso, por meio de seus profissionais, tem como grande legado a ampliação dos conceitos de mulheridades, maternidades e diversidade na saúde coletiva. Em discussões potentes de que mulher estamos falando? E de que pessoas que geram seus filhos estamos falando? Uma visão interseccional que envolve os componentes de raça/cor, gênero, sexualidade, deficiências dentre outros determinantes sociais”, contou Renato.
Roda de conversa visou ampliar a discussão sobre a privação de liberdade para pessoas trans em nosso país



