Tatiana Wargas de Faria Baptista
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Currículo Latteshttp://lattes.cnpq.br/4364730899893232 |
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Olá! Sou Tatiana! Me graduei em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1992. Na formação me identifiquei com a abordagem da psicologia social, me alimentando de discussões e referências da análise institucional, da arqueologia/genealogia e esquizoanálise. A partir de inserções profissionais em serviços de psiquiatria conheci e passei a me engajar na luta antimanicomial. Foi a partir desta aproximação que realizei a Especialização em Psiquiatria Social na Fundação Oswaldo Cruz e que iniciei uma trajetória de aproximações com a Saúde Coletiva. Em 1995, ingressei no Mestrado em Saúde Coletiva no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj). Realizei uma pesquisa sobre a definição do conceito de seguridade social e o capítulo da saúde na Constituição Federal de 1988. A partir do mestrado passei a exercer a docência e pesquisa em Universidades privadas, em cursos de graduação e pós-graduação. Retornei ao Instituto de Medicina Social para realizar o doutorado entre os anos de 1999-2003. Na tese analisei as relações Executivo-Legislativo federal na saúde no período de 1990 a 2002. No ano de 2002 prestei concurso para a Fundação Oswaldo Cruz e ingressei como pesquisadora/professora na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Atuei como docente e pesquisadora da Escola de 2002 a novembro de 2020, quando fui para o Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, também da Fiocruz. Atualmente sou Docente Permanente do Programa Acadêmico de Saúde da Criança e da Mulher e atuo nas linhas de pesquisa 'Gênero, Sexualidade, Reprodução e Saúde' e 'Violência e Saúde'. Pesquiso temas relacionados às políticas públicas de saúde e as práticas em saúde tendo como principais áreas de interesse nos últimos anos: as políticas e práticas de cuidado para populações vulnerabilizadas, como a população em situação de rua e mulheres em territórios periféricos; a formação social brasileira, o racismo, a branquitude e as práticas em saúde, os sentidos da fome e as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional e, mais recentemente, comecei a me aproximar de mestras e mestres dos saberes tradicionais para pensar as práticas, o cuidado e as políticas de saúde. Nesse momento, coordeno uma pesquisa no âmbito do Edital Universal CNPq com o olhar para as redes de cuidados e proteção para mulheres, crianças e adolescentes em situação de rua. A pesquisa se aproxima da realidade de dois municípios: Rio de Janeiro e Macaé. Participei também da equipe de pesquisa que realizou o Censo Psicossocial dos usuários dos serviços de saúde mental do Estado do Rio de Janeiro, sob coordenação de Rachel Gouveia Passos (UFRJ), retornando uma aproximação importante com os movimentos da luta antimanicomial. Participo também como voluntária de movimentos sociais na área de combate à fome e população em situação de rua, como estratégia para articulação entre ensino-pesquisa-sociedade. Reúno pesquisas sobre a construção do campo da Saúde Coletiva, as linhagens do pensamento sanitário brasileiro, o Legislativo e a Saúde e a formulação e implementação de políticas públicas de saúde. Coordenei por 12 anos, juntamente com meu amigo Ruben Mattos (IMS/Uerj), o grupo 'Caminhos para Análise das Políticas de Saúde'. Em 2022, o Grupo passou a ser nomeado 'Caminhos Decoloniais na Saúde', agora com a coordenação de minha parceira e amiga Mônica de Rezende (ISC/UFF). O novo nome surge como uma resposta às inquietações e questões de pesquisa, formação e prática trazidas pelos novos integrantes do grupo, docentes e estudantes de diferentes instituições da saúde coletiva. Dentre as principais inquietações que passamos a enfrentar em nossos Caminhos estão: o racismo e a branquitude na saúde e nas relações sociais cotidianas; os desafios metodológicos na construção de pesquisas engajadas com a transformação social. 'Caminhos' é meu grupo de compartilhamento, troca, aprendizado e muito afeto e junto com minhas parceiras/parceires/parceiros caminhantes sigo em pesquisas, encontros e aulas. E nos Caminhos da vida, encontrei o Quilombo Amefricano, e com o amigo André Mendonça oferto a in(disciplina) ‘Erguer a Escrita’. Embalada em Saraulas descobri o encanto que a academia tem. Numa anarquia reflexiva da felicidade, como estratégia para enfrentar os movimentos de obscurantismo, sigo de mãos dadas com mais gente que sonha por um mundo melhor para todes/todas/todos. Achegue-se!
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Principais Publicações
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Santos, GC; BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria; Constantino, Patrícia. ENCRUZILHADAS DA VIDA: POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA E DIREITOS HUMANOS. Saúde e Sociedade, v. 34, p. e250006pt, 2025. https://www.scielo.br/j/sausoc/a/FYS7FJNYMjwDxGV3qgXPx5y/?lang=pt |
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Costa, Viviane C; BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria; Cunha, Marize B. Des(enquadramentos) dos conflitos armados em favelas do Rio de Janeiro: quando os trabalhadores do SUS movimentam o cuidado e suas ações para o lugar de moradia das populações. Teoria e Cultura, v. 19, p. 2318-101x, 2024. https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/43391 |
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HERINGER, CAROLINA MAGALHÃES ; BAPTISTA, Tatiana Wargas de Faria. Rompendo o silêncio branco: não basta ser antirracista, é preciso agir. CADERNOS DE SAÚDE PÚBLICA, v. 40, p. e00137224, 2024. https://www.scielo.br/j/csp/a/435GLYLn4TWvdCyXfTCMStw/?lang=pt |









