Coordenada pelos enfermeiros Rozânia Bicego e Paulo São Bento, aconteceu nos dias 1, 8 e 15 de julho a 8ª Jornada de Enfermagem em Saúde da Mulher. O evento, teve como objetivo discutir temas sobre o cuidado integral, passando pela atenção à mulher, mãe, pai e bebês, até temáticas sensíveis como violência e alcoolismo. E contou, também, com a presença da atriz Malu Mader que compartilhou sua experiência pessoal sobre endometriose, bem como a participação de especialistas de diversas Instituições.
A Jornada tem por finalidade alcançar discussões úteis para a assistência, o ensino e a pesquisa. “O que me chamou a atenção nessa nova jornada é a diversidade de temáticas, tendo a atenção de trazer questões contemporâneas por conta da preocupação e da referência que o IFF tem em se manter como Instituto Nacional, tentando apontar novas diretrizes de relevância para o contexto da saúde”, salientou a vice-diretora de Pesquisa do IFF, Kátia Sydrônio.
A importância do ensino e da pesquisa para o IFF também foi ratificada pelo diretor do Instituto, Carlos Maciel. “Temos a preocupação com ensino e com a pesquisa também, não somos só assistência, isso é o que diferencia o trabalho realizado aqui no Fernandes Figueira. É importante frisar que nosso papel como Instituto Nacional é disseminar conhecimento, e esperamos que todos os que estão aqui participando desse evento, espalhem esse conhecimento”, disse Carlos Maciel.
Malu Mader falou sobre sua experiência com a endometriose e a importância dos enfermeiros em sua vida. “O paciente estabelece uma relação muito forte em muito pouco tempo com o enfermeiro e acabamos nos apaixonando mesmo por essas pessoas, de um jeito fora do normal. Para mim, os enfermeiros são seres de outro mundo, quando nascem pra isso. Já o meu conselho para as mulheres que vivem com endometriose é: toquem suas vidas, não se abatam, não fiquem com pena de si. A vida é boa pra ser vivida”, aconselhou a atriz.
A abertura do evento contou com a solenidade da lâmpada, que homenageou a gerente da Área de Atenção Clínica ao Recém-nascido, Karla Pontes. “Essa simbologia de acender a lâmpada é muito importante para todos nós que abraçamos a enfermagem, ela representa a luz que foi acessa em nossos corações quando optamos pela profissão, essa escolha precisa ser de coração, do contrário, não conseguiremos cuidar de nossos pacientes”, falou Karla Pontes.
A Jornada de Enfermagem acontece anualmente e possui três eixos de discussão, propostos pelo curso de especialização em Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher do IFF são eles: transversalidade na atenção, enfermagem na atenção obstétrica e ginecológica. Passaram pelo evento, Maíra Libertad, Ricardo Chaves, Ana Beatriz Queiroz, Jurema Gouvea, Marcos Nascimento, Carla Marins, Rachel Niskier, Laura Uplinger, Lilia Moraes, Silvana Granado, Rosane Pereira, entre outros. No último dia, diversos trabalhos em saúde da mulher foram apresentados com a premiação dos três primeiros colocados.



