Com objetivo de buscar uma contribuição para a democratização de informações e conhecimentos na área da saúde e dar suporte à formulação e implementação de políticas, programas e intervenções institucionais, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) realizou, no último dia 20/9, o I Fórum em Comunicação, Informação e Gestão do Conhecimento.
O evento foi organizado pela equipe que compõe a Câmara Técnica de mesmo nome, instância criada recentemente no IFF por iniciativa da nova gestão. “Esta Câmara tem por finalidade ser um instrumento orientador e normativo de ações alinhadas aos planos estratégicos do Instituto e às decisões de suas instâncias de gestão coletiva”, afirma o diretor da unidade, Fábio Russomano.
Na oportunidade, a coordenadora de Informação e Comunicação da Vice-Presidência de Informação, Comunicação e Educação da Fiocruz, Paula Xavier dos Santos, parabenizou a organização do evento pela decisão de discutir temas dessa importância na perspectiva de interlocução entre profissionais e unidades, propiciando a troca de experiências, sobretudo no âmbito da gestão do conhecimento. “A gestão do conhecimento nas instituições é uma estratégia de gestão, pois ela subsidia não apenas a produção do conhecimento, mas a tomada de decisão. Na maior parte das vezes, tomamos decisões sem evidências de que estamos fazendo a escolha certa”, afirmou.
Paula destacou vários movimentos nacionais e internacionais no campo da gestão do conhecimento nos quais a Fiocruz tem tomado parte, como, por exemplo, o Movimento Ciência Aberta, que defende que todo o ciclo de produção do conhecimento deve ser de acesso universal. Ela destacou a relevância dessa reflexão e ações dentro da Fiocruz por seu caráter de instituição pública de saúde. “Temos consciência de nossa missão. Na Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fundação, está definido que os resultados de nossas pesquisas devem estar disponíveis, livres e gratuitos, para toda a sociedade”, ressaltou.
O momento também foi oportuno para uma apresentação dos campos da Informação, Comunicação e Gestão do Conhecimento no contexto da Fiocruz e uma reflexão sobre a contribuição do sanitarista e grande cientista brasileiro Oswaldo Cruz, que teve como seu maior legado o início do processo de construção da Fundação. “A Fiocruz consegue permanecer como uma Instituição secular pela sua capacidade de produção de conhecimento. O seu modelo institucional se baseia na articulação entre as suas unidades e suas diversas atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e assistência, e isso, sem dúvida, foi um diferencial deixado pelo seu patrono ”, finalizou Paula Xavier.
Para complementar a experiência e iniciativas voltadas aos campos da Comunicação, Informação e Conhecimento da Fiocruz, a coordenadora do Canal Saúde, Márcia Corrêa e Castro, fez um breve relato sobre o processo de construção da Política de Comunicação da Fundação, aprovada recentemente pela Presidência da Fundação. Partindo da necessidade de criar “âncoras” para o desenvolvimento do trabalho de comunicação na instituição, a Política carrega o objetivo de permanente avaliação crítica dessa área de atuação.
Nesse sentido, ela localiza a comunicação como um campo de conhecimento que perpassa todas as atividades desenvolvidas pela Fiocruz e que deve ser realizada de acordo com alguns princípios básicos, como, por exemplo, a transparência. “Numa situação de crise, por exemplo, a tendência de um determinando modelo de gestão e de comunicação é abafar o problema ou rebater as críticas recebidas. A Política, ao contrário, orienta que, nesses casos, o melhor é a instituição encontrar estratégias de diálogo com a crise, procurando dar respostas à sociedade”, ressaltou. Márcia pontuou, ainda, que é função da Política propor diretrizes gerais, buscando “possibilitar que cada unidade, dentro de sua realidade e com as suas especificidades, construa os seus processos internos”, finalizou.
As discussões contempladas no evento servirão como base para a formulação, pelos membros da Câmara Técnica, de uma proposta de Política de Comunicação, Informação e Gestão do Conhecimento do IFF a ser encaminhada para a apreciação da Direção da unidade e, em seguida, para consulta aberta à comunidade do Instituto. Nos próximos meses, a Câmara Técnica trabalhará no sentido de debater e propor soluções possíveis para os desafios encontrados na instituição e preparar as próximas etapas para a finalização do texto da Política.



