Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), participou de diversas atividades que tiveram o objetivo de chamar atenção para as desigualdades no mercado de trabalho, o assédio sexual do qual mulheres são vítimas e as discriminações a que são submetidas. “O 8 de março não é um dia para ser apenas comemorado, é um dia de luta! Ainda continuamos recebendo salários inferiores ao dos homens e cumprindo múltiplas jornadas de trabalho, somos sub-representadas nas instâncias políticas e na direção das empresas, somos alvo de variadas formas de violências - física, psicológica, sexual, simbólica, institucional - e nossos direitos sexuais e reprodutivos não são plenamente reconhecidos, entre outras questões. O ano de 2017 é especial, pois há um movimento articulado globalmente, a greve internacional das mulheres, da qual estamos participamos. Estamos muito felizes porque tanto o IFF, quanto a Fiocruz, estão apoiando essa luta”, enfatizou Claudia Bonan, pesquisadora do IFF.
As ações incluíram distribuição de folhetos e uma manifestação em frente ao IFF pelo fim da violência de gênero e pelos direitos previdenciários e trabalhistas das mulheres, que mobilizou a comunidade do IFF. “Ações como essa são de extrema importância para incitar discussões relacionadas à igualdade de direitos e de gênero, ainda mais no atual momento. Esse tipo de movimento vai totalmente ao encontro das ações institucionais”, falou Gisele de Mendonça, analista de gestão do Núcleo de Inovação Tecnológica do IFF (NIT/IFF).
Para a professora do programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher, Corina Mendes, as violências contra mulheres e meninas não são um fenômeno novo, configura-se como grave e frequente violação de direitos humanos e um sério problema de saúde pública. “Ações como as que aconteceram na Fiocruz e IFF são de extrema importância, pois agregam e trazem diferentes representatividades potencializando forças”, afirmou.
Com 55,7% de sua força de trabalho composta por mulheres e tendo uma mulher eleita como presidente pela primeira vez na história da instituição, em 2016, a Fiocruz tem demonstrado enormes avanços na pauta de equidade de gênero.
Na área de pesquisa, as mulheres também são maioria, ocupando 60% das funções, segundo dados levantados pelo Observatório em Ciência, Tecnologia, Inovação em Saúde da Fiocruz, em 2015. O perfil dessas pesquisadoras é extremamente qualificado, tendo, a maioria delas, atingido o grau máximo acadêmico, com o título de doutorado, e em áreas que tradicionalmente são ocupadas por homens, como Ciências Biológicas e da Saúde.
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