Assistência à saúde foi tema da II Jornada de Epidemiologia e Controle de Infecções do IFF

 

 

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (CCIH/IFF/Fiocruz) realizou a segunda Jornada de Epidemiologia e Controle de Infecções relacionadas à Assistência à Saúde. Organizada pela enfermeira da CCIH Adriana Teixeira Reis, a discussão norteou os aspectos clínicos, epidemiológicos e de boas práticas relacionados aos temas emergentes da saúde pública. “A atual conjuntura da saúde coletiva requer eventos como esse. Estamos enfrentando problemas graves de saúde pública como a epidemia de zika e a multirresistência em nosso cotidiano. Esse espaço foi pensado para discutir essas questões”, destacou Adriana.

Na mesa de abertura do evento, estiveram presentes o vice-diretor de Atenção à Saúde do IFF, Carlos Eduardo Figueiredo; o coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do IFF, Leonardo Figueiredo de Menezes; a coordenadora do Núcleo de Vigilância Hospitalar do IFF, Mirza Rocha de Figueiredo; o diretor do Centro de Estudos Olinto de Oliveira, Antônio Flávio Meirelles e a coordenadora técnica de Enfermagem do IFF, Cláudia Maria Alexandre do Carmo.  Para Carlos Eduardo, o Brasil avançou significativamente no processo de levantamento e investigação das doenças emergentes e reemergentes. “O país realizou um excelente trabalho relacionado ao vírus zika, do ponto de vista epidemiológico. Novos casos da doença, que são considerados epidemiologicamente importantes, mostraram que o sistema de vigilância brasileiro funcionou. Isso é um orgulho”, enfatizou.

 O trabalho da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) foi reforçado por Mirza Rocha. “Trabalhamos percorrendo o hospital inteiro, na tentativa de praticar conhecimento e ajudar na assistência à notificação e investigação das doenças infectocontagiosas, inclusive relacionadas ao vírus zika, com essa demanda, o trabalho ficou maior e mais desafiante”, frisou. Na oportunidade, o diretor do Centro de Estudos ressaltou a importância das ações de controle de infecção hospitalar na prática assistencial. “Elas norteiam as nossas condutas em relação ao uso de antimicrobiano e agentes encontrados na prática para orientar no tratamento dos nossos pacientes”, complementou Antônio Flávio.

Entre os temas abordados, vírus sazonais e imunização na população infantil abriu espaço para uma ampla reflexão. O momento foi oportuno para uma apresentação sobre a mutação e danos causados por diversos vírus responsáveis por centenas de doenças virais que acometem, principalmente crianças menores de cinco anos de idade.  Segundo o pediatra infectologista do IFF Márcio Nehab, as crianças menores estão mais suscetíveis aos vírus, e quando começam a frequentar escolas, creches ou lugares com grande aglomeração, essa exposição se torna ainda mais frequente. “As crianças pequenas apresentam hábitos que facilitam a disseminação de doenças, tais como, levar as mãos e objetos à boca, contato interpessoal muito próximo, falta de prática de lavar as mãos, além de apresentar fatores específicos da idade, como a imaturidade do sistema imunológico”, enfatizou o pediatra.

Outro ponto importante, também mencionado por Márcio Nehab foi sobre o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Brasil que é referência internacional de política pública de saúde. “Nós moramos em um país que oferece a maior cobertura vacinal gratuita do mundo. Temos 36 mil salas de vacina e aplicamos o maior número de imunobiológicos gratuitos, concluiu Nehab.

Os outros temas abordados nesta edição foram: Vigilância do zika vírus no IFF; Precauções em doenças emergentes; Uso do álcool para preparação cirúrgica das mãos e panorama das infecções relacionadas à assistência à saúde no Estado do Rio de Janeiro e Panorama IRAS no Rio de Janeiro: como estamos? As palestras foram proferidas, respectivamente por Mirza Rocha de Figueiredo, coordenadora do Núcleo de Vigilância Hospitalar do IFF; Adriana T. Reis, enfermeira da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do IFF; Júlia Kawagoe, speaker da empresa B. Braun e Leonardo Figueiredo de Menezes, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do IFF.