Abril pela segurança do paciente no IFF

 

Conscientes da necessidade de melhorar continuamente os processos assistenciais nas diversas Áreas de atenção, o Qualiseris organizou o I Seminário de Segurança do Paciente no IFF. As palestrantes convidadas para se aprofundarem no assunto foram Margareth Portela, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e Coordenadora do Portal Proqualis e Adélia Quadros, Coordenadora de Gestão da Qualidade e Segurança do Departamento de Gestão Hospitalar da Rede Hospitalar Federal no Rio de Janeiro. Margareth enfatizou que uma das premissas para o alcance da cultura de segurança nas instituições de saúde é a existência de uma comunicação aberta, honesta e transparente entre os profissionais e serviços de saúde e seus pacientes frente à ocorrência de um evento adverso.

A pesquisadora salientou ainda que, desde 2013, a Fiocruz, o Ministério da Saúde (MS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicaram os protocolos básicos de segurança do paciente. “Os seis protocolos, identificação do paciente, segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, cirurgia segura, prática de higiene das mãos em serviços de saúde, prevenção de quedas e prevenção de úlcera por pressão, fazem parte do Programa Nacional de Segurança do Paciente, cujo objetivo é prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos nos serviços de saúde públicos e privados”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evento adverso é um incidente que resulta em dano não intencional decorrente da assistência e não relacionado à evolução natural da doença de base do paciente. “Os protocolos desenvolvidos visam orientar profissionais na ampliação da segurança do paciente nos serviços de saúde. Além deles, o programa tornou obrigatória a criação de Núcleos de Segurança do Paciente nos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, e prevê a notificação de eventos adversos associados à assistência do paciente, bem como, a chamada pública do setor produtivo da saúde para apresentação de medidas de ampliação da segurança dos pacientes em serviços de saúde”, destacou Margareth Portela.

Adélia Quadros falou sobre as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente (MISP), desenvolvidas pela Joint Commission, instituição sem fins lucrativos de acreditação de unidades de saúde baseada nos Estados Unidos, em parceria com a OMS. “Essas metas foram criadas a partir da análise dos incidentes mais frequentes e com maior impacto social e financeiro e, por esses motivos, são a base de implantação do PNSP”, salientou.

Claudia Regadas, integrante do Qualiseris, esclareceu que a cultura de segurança institucional é o produto das crenças, valores, atitudes, percepções, competências e padrões de comportamento, individuais e do grupo, que determinam o comprometimento da organização com a qualidade e a segurança do paciente. Para ela, o fortalecimento dessa cultura depende da promoção de uma consciência coletiva com o comprometimento e segurança em todos os níveis, facilitada pelas lideranças. “Também são essenciais o reconhecimento da natureza de alto risco das atividades realizadas na área da saúde e a promoção de um ambiente onde a cooperação entre cargos e profissões é encorajada. O foco deve estar no sistema e no aprendizado, além de ter comprometimento com a utilização de recursos voltados para a melhoria da segurança do paciente”.

Maria Beatriz Carvalho, também integrante do Qualiseris, apresentou o sistema de notificação de incidentes do IFF/Fiocruz, acessível a todos os trabalhadores do Instituto. “As notificações auxiliam na gestão hospitalar, permitindo a modificação de materiais e processos para melhoria contínua da qualidade da assistência à saúde prestada aos nossos usuários”, salientou. Para exemplificar os diversos tipos de notificações e finalizar as apresentações do dia, Carlos Renato, apresentou um caso e como foi solucionado, evidenciando o processo de trabalho do Núcleo para as notificações de incidentes envolvendo o paciente e as melhorias geradas.