A pesquisa “Memória como linha de cuidado” promove a valorização das histórias de vida e atenção em saúde

 

A pesquisa “Memória como linha de cuidado: contando e recontando histórias de vida e atenção em saúde”, uma das contempladas pelo Programa de Incentivo à Pesquisa (PIP III) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), visa transformar as memórias de dentro do Instituto em acervo e em linha de cuidado.

O projeto buscou, por meio de narrativas, resgatar memórias de cuidado de trabalhadores, crianças, adolescentes e familiares do IFF/Fiocruz, que se aproxima de seu centenário, em 2024. “O estudo lança luz sobre a dimensão da memória, marcando o início da construção de um acervo de histórias no Instituto, que acabariam sendo perdidas silenciosamente, representando um patrimônio imaterial pertencente à toda uma comunidade”, conta a psicóloga do Núcleo Saúde e Brincar do IFF/Fiocruz e integrante da pesquisa, Anita Paez.

 

Memórias lúdicas contempladas na pesquisa (desenhos: Paulo Roberto Vieira)


As histórias são contadas de diversas formas permitindo a produção de três livros, um vídeo e uma exposição on-line com relatos, a qual está disponível no portal do IFF/Fiocruz. “As memórias de trabalhadores, trabalhadoras, mães e seus filhos e filhas formam um tecido que, próximo ao centenário de nosso Instituto, nos convida a reconhecer o cuidado como memória, história e afeto. Em uma composição que não nos deixa esquecer que o Núcleo Saúde e Brincar, às vésperas de completar três décadas de existência, reafirma o lúdico como terreno para o cuidado”, ressalta a coordenadora da pesquisa, Martha Moreira.

O projeto é uma contribuição para além do IFF/Fiocruz. “Para o Sistema Único de Saúde (SUS), indica possibilidades para a pesquisa e o trabalho com memória, inclusive trazendo inovações metodológicas. Inovou-se, por exemplo, ao apresentar os resultados da pesquisa por meio de suportes materiais que fazem uso da arte, na forma de exposições em plataforma on-line interativa e livros acessibilizados.  A valorização das histórias de vida e atenção em saúde assume uma função de afirmação e validação da trajetória de vidas que muitas vezes são invisibilizadas. Além disso, a articulação entre emoções e reflexividade sobre as práticas pode contribuir para processos de educação permanente”, afirma Anita Paez.