Com o slogan “Pela vida e pela saúde de todas elas”
o IFF/Fiocruz celebrou o Dia Internacional da Mulher // Fotos: Jessica Leal
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), com o slogan “Pela vida e pela saúde de todas elas”, realizou uma cerimônia em homenagem a mulheres de destacadas trajetórias e valiosos aportes para a saúde e a ciência no Brasil.
Organizado pelo Gabinete da Direção e as Áreas de Atenção Clínico-Cirúrgica à Mulher e à Gestante, com a colaboração do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (Napec) do IFF/Fiocruz, o evento foi conduzido pela coordenadora do Portal de Boas Práticas e de Ações Nacionais e de Cooperação do Instituto, Maria Gomes. A mesa de abertura foi composta pelo Diretor da Instituição, Antonio Flávio Meirelles, a chefe de Gabinete da Direção, Mariana Setúbal, a coordenadora da Atenção Clínico-Cirúrgica à Gestante, Aricele Ferreira Santos, e a mastologista da Área de Atenção à Mulher, Viviane Esteves.
A cerimônia começou com as palavras da mediadora do evento, Maria Gomes, que ressaltou o significativo de retornar ao espaço do Centro de Estudos Olinto de Oliveira (CEOO), após dois anos de pandemia, com uma ação tão emblemática para uma instituição como o IFF/Fiocruz que zela pela saúde das mulheres. Logo no início, Maria promoveu um minuto de silêncio pelas mais de 650 mil vítimas da Covid-19 no país e por todas as mulheres brasileiras vítimas de feminicídio.
A chefe de Gabinete da Direção do IFF/Fiocruz, Mariana Setúbal, (Esq.) e o diretor do Instituto,
Antônio Meirelles, (Dir.) destacaram a importância, ainda hoje, da luta pela igualdade de gênero
Por sua vez, o diretor do Instituto, Antonio Meirelles, destacou a importância do componente feminino no Sistema Único de Saúde (SUS), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e no Instituto, valorizando que a maioria do recurso humano deles são formados por mulheres. Assim, também realçou o esforço que historicamente as mulheres tiveram e ainda têm para melhorar a sociedade no dia a dia, apesar das desigualdades. “Hoje, comemoramos o combate, mas também as vitórias obtidas e as que ainda poderemos ter no campo da equidade de gênero. Hoje, reafirmamos o nosso compromisso com o trabalho pela dignidade das mulheres e pela diminuição da desigualdade de gênero”, afirmou o Diretor.
Da mesma forma, a chefe de Gabinete da Direção do IFF/Fiocruz, Mariana Setúbal, refletiu sobre a relevância da data comemorativa, marcada pelo trágico incêndio da fábrica têxtil Triangle Shirtwaist, em Nova York, no dia 25 de março de 1911, que causou a morte de uma centena de mulheres, marcando a trajetória das lutas feministas pela igualdade, pelos direitos por políticas públicas, pelo fim da violência e pela dignidade menstrual, entre outros tantos temas importantes que são anteriores à tragédia, mas que ainda hoje são necessários discutir por inúmeros motivos. “1) Porque ainda sofremos com a desigualdade no mercado de trabalho, representada em oportunidades e salários, mesmo estando nas mesmas funções que os homens. Além disso, muitas mulheres já sofreram e sofrem violência física ou sexual ao longo da vida, sendo importante mencionar que as mais afetadas são as mulheres negras. 2) Porque os desafios na área da saúde da mulher ainda são muitos e o IFF/Fiocruz, enquanto Instituto Nacional, deve ser um farol na defesa do SUS e das políticas públicas de saúde para todas as mulheres. E, por fim, porque da força de trabalho do Instituto, que gira em torno de 2.060 trabalhadores, 1.401 são mulheres. Em nosso Instituto, as profissionais mulheres são quase 70% que atendem e cuidam da saúde das nossas usuárias mulheres, gestantes e crianças, então, não é exagero dizer que a cara do IFF/Fiocruz é feminina”, finalizou Mariana.

Ao longo da cerimônia, 18 mulheres foram homenageadas por suas
renomadas trajetórias na saúde e na ciência
Homenageadas
O evento teve como destaque as homenagens às 18 mulheres inspiradoras que, através das suas trajetórias e contribuições na ciência, têm ajudado a transformar o mundo e melhorar a vida dos brasileiros. As mulheres homenageadas pelo IFF/Fiocruz foram: a servidora mais antiga da instituição, Alcenira Conceição; a Coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe) da Fiocruz, Andréa da Luz Carvalho; a enfermeira do IFF/Fiocruz, Cosmilda Cazumba; a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Cristiani Vieira Machado; a coordenadora do Banco de Leite Humano do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida da Silva; a primeira reitora mulher da história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho; a coordenadora da área de Atenção à Saúde e primeira diretora do Instituto, Lívia Menezes, vice de Tom Meirelles; a trabalhadora terceirizada mais antiga do IFF/Fiocruz, Lucilene Ferreira; a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (Napec) do IFF/Fiocruz, Magdalena Oliveira; a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), a cientista de maior destaque e uma das vozes mais ativas nestes tempos de pandemia, Margareth Dalcolmo; a fundadora do projeto Novos Caminhos do IFF/Fiocruz, Maria das Graças de Freitas; a pesquisadora do Instituto, Maria Elisabeth Lopes Moreira; a presidenta do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Mychelle Alves Monteiro; a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade; a coordenadora do Núcleo de Apoio aos Profissionais que atendem crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos (NAP-IFF), Rachel Niskier Sanchez; a Diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; a gestora da Unidade de Pacientes Graves (UPG) do Instituto, Zina Maria Azevedo; e a coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do IFF/Fiocruz e do Portal de Boas Práticas, Maria Auxiliadora Gomes.
Serviço:
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