IFF/Fiocruz participa da 1ª Conferência dos Institutos Nacionais de Saúde Pública dos BRICS

 

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) integrou a delegação brasileira na 1ª Conferência dos Institutos Nacionais de Saúde Pública (INSP) dos BRICS, realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 16 e 17 de setembro. Organizado pela Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde, o evento reuniu representantes diplomáticos, diretores de INSPs, autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Fiocruz e do Governo Federal, com o objetivo de fortalecer a cooperação técnica e científica entre os países do bloco. 

Na abertura, temas como o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, soberania, multilateralismo e solidariedade foram amplamente debatidos. A conferência também abordou questões estratégicas como o desenvolvimento de vacinas, vigilância sanitária, resposta a emergências e promoção da equidade em saúde.  

A coordenadora de Ações Nacionais e de Cooperação do IFF/Fiocruz, Maria Gomes, celebrou a participação e reforçou a importância da consolidação do Instituto como referência nacional: “A presença do IFF/Fiocruz neste evento reforça seu papel estratégico no sistema de saúde brasileiro e na cooperação internacional. Os institutos nacionais de saúde pública vão além da pesquisa, da produção de conhecimento, da inovação, da formação de profissionais e da oferta de insumos e exames. Uma função essencial, amplamente valorizada durante a conferência, é a contribuição direta para a formulação de políticas públicas, o apoio técnico aos formuladores e o acompanhamento da implementação dessas políticas. É exatamente nesse sentido que o IFF/Fiocruz se posiciona como instituto nacional”, afirmou. 

Maria Gomes acrescentou que, ao completar 15 anos desde sua redefinição institucional, em dezembro de 2025, o IFF/Fiocruz reafirma seu compromisso com esse papel estratégico, especialmente junto às áreas do Ministério da Saúde responsáveis pelas políticas voltadas à saúde de mulheres, crianças e adolescentes. 

Maria Gomes (direita) com a diretora do Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde (DECOOP), do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa 

 Espaço de articulação internacional 

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou a importância da conferência como espaço de articulação internacional: “É com enorme responsabilidade que me dirijo aos colegas representantes dos INSPs e de seus países. É uma honra para a Fiocruz organizar este encontro, acolhido e respaldado pela Declaração dos Ministros da Saúde dos BRICS, assinada em junho deste ano, em Brasília.” 

Moreira também ressaltou o papel da Fiocruz como Instituto Nacional de Saúde Pública do Brasil, especialmente no contexto do Sul Global, e o protagonismo do país em fóruns internacionais, como a presidência brasileira no G20 e a participação na COP 30, em 2025. “Num momento em que o mundo testemunha uma crescente resistência ao multilateralismo, nós, como BRICS, precisamos ser uma voz forte em defesa da cooperação”, ponderou. 

A vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz (VPSGRI), Lourdes Oliveira, apresentou o ecossistema da Fundação, que atua desde a pesquisa básica até a produção de insumos estratégicos, como vacinas, medicamentos e kits diagnósticos. Criada em abril de 2025, a VPSGRI tem como missão articular a crescente demanda por cooperação internacional, refletindo o papel do Brasil como ator relevante na saúde global. “Essa demanda é resultado do protagonismo brasileiro como player de grande relevância no cenário da Saúde Global”, frisou. 

Diálogos estratégicos e apresentações institucionais 

Após a abertura, representantes do Ministério da Saúde, das Relações Exteriores e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentaram os objetivos do Brasil na presidência do BRICS. Em seguida, os representantes dos INSPs dos países participantes compartilharam suas experiências e capacidades em áreas prioritárias da saúde pública, em um diálogo estratégico voltado ao mapeamento de sinergias e oportunidades de cooperação. 

Estiveram presentes representantes dos INSPs do Brasil, China, Irã, Rússia, África do Sul e Cuba. Egito, Índia, Indonésia, Etiópia e Tailândia participaram de forma virtual. 

 Participantes debateram cooperação técnica e científica com foco em temas como desenvolvimento de vacinas e promoção equidade (foto: Peter Ilicciev) 

 Painéis temáticos e produção de conhecimento 

Durante a tarde, os painéis abordaram temas como vigilância sanitária, resposta a emergências e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas dos BRICS, iniciativa coordenada pela Fiocruz e prevista na Declaração Ministerial do bloco. O último painel do dia tratou do fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, com destaque para a Rede de Pesquisa em Saúde Pública e Sistemas de Saúde dos BRICS, também sob coordenação da Fundação. 

Todos os painéis contam com relatores da Fiocruz, responsáveis por sintetizar os debates e elaborar o Relatório Geral da Conferência, sob supervisão do relator-chefe João Miguel Estephanio. 

A conferência reafirma o compromisso dos BRICS com a construção de soluções colaborativas e sustentáveis para os desafios globais em saúde pública. 

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