IFF/Fiocruz fortalece o cuidado materno e neonatal no Brasil

 

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) completa, em dezembro, 15 anos de sua definição como Instituto Nacional. Com foco nesse importante marco, a Coordenação de Ações Nacionais e de Cooperação consolida seu papel estratégico como órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento, na coordenação e na avaliação das ações integradas para a saúde da mulher, da criança e do adolescente no Brasil.

A Coordenação está à frente de diversas iniciativas em parceria com a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES/MS), incluindo a ampliação da abrangência das ações para além das já desenvolvidas para a saúde materna e neonatal. Entre elas, destaca-se a estratégia Qualificação da Gestão em Maternidades, que tem como objetivo de qualificar os processos de gestão hospitalar em 50 maternidades públicas estratégicas em todo o país.

“Estamos presentes, desde 2021, nas 27 unidades federativas, trabalhando em conjunto com gestores e técnicos das secretarias de saúde para o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão da rede de atenção materna e neonatal, apoiando diretamente mais de 130 maternidades em ações que qualificam o cuidado neonatal por meio da Estratégia Qualineo e já iniciamos o apoio para a implantação dos Dez Passos do Cuidado Obstétrico para a Redução da Mortalidade Materna em 6 estados com a tarefa de ampliar para as 27 unidades federativas nos próximos anos. Agora, damos um passo além com uma nova abordagem focada na qualificação da gestão hospitalar por meio de apoiadores e equipes matriciais também coordenadas pelo IFF”, explica Maria Gomes.

Coordenadora do Núcleo Rede Alyne, Thatianne Torres, gestores e equipes técnicas das SES e SMS de Manaus e Belém durante evento na Santa Casa do Pará

A nova estratégia contempla 50 maternidades selecionadas em todos os estados do país, que ampliam para 75 o número de maternidades diretamente apoiadas pelo IFF/Fiocruz, uma vez que já estamos em 25 maternidades universitárias federais em Cooperação com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), visando o fortalecimento do cuidado obstétrico e neonatal nessas unidades. Esses hospitais foram escolhidos com base em indicadores estratégicos, como volume de partos, atenção ao alto risco e papel regional na formação e na Rede de Atenção à Saúde.

Entre as maternidades priorizadas estão unidades em municípios como Imperatriz (MA), Santarém (PA), Arapiraca (AL), Sobral (CE), São José do Rio Preto e Ribeirão Preto (SP), ampliando a interiorização das ações de qualificação do cuidado. O foco é o fortalecimento da estrutura organizacional, a integração em rede e a qualificação da assistência, garantindo um cuidado seguro, humanizado e baseado nas melhores evidências científicas.

“Essa estratégia está alinhada à Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde (PNAES), lançada em 2023, e visa garantir também a perspectiva da maternidade em rede, possibilitando a continuidade do cuidado desde o pré-natal até o retorno à atenção primária, fortalecendo vínculos entre os especialistas em Saúde da Família, Obstetrícia e Neonatologia e melhorando os desfechos maternos e neonatais”, afirma Maria Gomes.


Ações já iniciadas na Região Norte

As primeiras atividades já foram iniciadas nas maternidades Ana Braga (estadual) e Moura Tapajós (municipal), em Manaus (AM), e na Santa Casa de Misericórdia, em Belém (PA). Participaram equipes técnicas e gestoras das Secretarias de Saúde Estaduais e das Capitais, equipes das maternidades e, representando a SAES, a coordenadora do Núcleo Rede Alyne, Thatianne Torres.

Pesquisadora e integrante da Coordenação das Ações Nacionais, Cynthia Magluta com Thatianne Torres (SAES/MS) e equipe da Maternidade Ana Braga, em Manaus


Maternidades "matriciadoras" e próximos passos

Das 50 maternidades selecionadas, 10 foram definidas como unidades “matriciadoras” — ou seja, centros de referência nacional e estaduais em educação permanente e apoio técnico nos territórios onde estão inseridas. Nelas, serão desenvolvidas ações específicas de capacitação e suporte às gestões locais.

Além disso, o segundo semestre marca o início da expansão nacional dos 10 passos do cuidado obstétrico para redução da morbimortalidade neonatal. Após uma fase piloto em seis estados (Rondônia, Goiás, Alagoas, Paraíba, Maranhão e Piauí), a estratégia será levada a todas as unidades federativas, sob coordenação do IFF/Fiocruz e do Departamento de Gestão do Cuidado Integral da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).

“Temos uma responsabilidade crescente e estamos conscientes do nosso papel. O IFF/Fiocruz segue firme no seu papel de Instituto Nacional do Ministério da Saúde, atuando em rede e construindo soluções com os profissionais e gestores locais”, destaca Maria Gomes.

Ao completar 15 anos como Instituto Nacional, o IFF/Fiocruz reafirma seu compromisso com a qualificação do cuidado à saúde materno e infantil, garantindo não apenas assistência de excelência, mas também uma atuação integrada com as políticas públicas e os territórios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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