RBLH celebrará com eventos virtuais o Dia Mundial da Doação de Leite

 


De segunda-feira (17/5) a quarta-feira (19/5) será realizado on-line o “Fórum de Cooperação Técnica Internacional - Doação de Leite Humano. Lições aprendidas durante a pandemia de Covid-19: o que podemos fazer a mais?”

Sob o slogan “Doação de leite humano: a pandemia trouxe mudanças, a sua doação traz esperança”, o Centro de Referência da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), como é costume, comemora o “Dia Mundial da Doação de Leite Humano”, celebrado na próxima quarta-feira (19/5). A data foi estabelecida há 11 anos com o intuito de promover a doação de leite materno, explicar seus benefícios para recém-nascidos prematuros e bebês hospitalizados, que, por várias razões, não podem receber alimentos diretamente de suas mães, além de reconhecer e agradecer a todas as mães doadoras, pois com seu gesto de solidariedade ajudam a salvar vidas.

Celebração On-line
Este ano, assim como em 2020, o enfrentamento da pandemia da Covid-19 marca as atividades da comemoração, a partir da segunda-feira (17/5) até quarta-feira (19/5), com o “Fórum de Cooperação Técnica Internacional - Doação de Leite Humano. Lições aprendidas durante a pandemia de Covid-19: o que podemos fazer a mais?”, organizado de forma virtual pela rBLH/Fiocruz.

“O eixo central dos três dias de evento virtual foi desenhado com o propósito de ampliar o espaço do compartilhamento de saberes e práticas destinados a transpor as barreiras impostas pela Covid-19 aos Bancos de Leite Humano no mundo. Com essa perspectiva, esperamos contar com mais de 1.000 participantes de 30 países dos cinco continentes. Profissionais que trabalham em BLH; em serviços de saúde, em Universidades e Instituições de pesquisa; estudantes; doadoras e seus familiares, cidadãos em geral de diferentes segmentos sociais; além de Organizações Não Governamentais (ONGs) e do Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS)”, comenta o coordenador da rBLH/Fiocruz, João Aprígio Guerra de Almeida, sobre as atividades de comemoração.

O evento será transmitido em tempo real pelo canal de Youtube da Rede e também contará com tradução simultânea remota em três idiomas (português, espanhol e inglês). Para conhecer a programação clique aqui.

Benefícios do leite materno
Durante as últimas décadas, as evidências sobre os benefícios da amamentação para a saúde continuaram aparecendo. Conforme afirmado pela OMS, sabemos que a amamentação reduz a mortalidade infantil e traz melhorias à saúde que se estendem até a idade adulta. Em geral, o aleitamento materno exclusivo é recomendado nos primeiros seis meses de vida e a partir daí seu reforço com alimentos complementares pelo menos até dois anos ou mais, se possível, de acordo com as condições do binômio mãe e filho.

Os benefícios não se limitam aos bebês, pois também se manifestam nas mulheres que amamentam, em seus familiares, e, em geral, nas sociedades que o praticam, sendo atualmente considerada como uma ferramenta de prevenção, já que protege contra doenças em filhos e mães, ajuda a prevenir a obesidade, reduz os custos associados aos cuidados de saúde, é bom para o ambiente porque é um alimento natural e renovável, para a economia familiar, entre outros.

Doação na pandemia
No início da pandemia foi evidenciado cientificamente que a Covid-19 não se transmite pelo leite materno. “Evidências científicas demonstram que mulheres que estavam amamentando com Covid-19 não têm vírus ativos no leite, comprovando que as mães que contraem a doença podem seguir amamentado, desde que tomem todas as precauções”, afirma a coordenadora do BLH do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida da Silva.

Sobre a importância de manter as doações de leite materno, especialmente neste período de pandemia, Danielle ressalta. “A doação é importante em todo ano, nesta época o número de nascimentos segue, dentre estes encontram-se aqueles que nascem de forma prematura por diferentes questões, e são estes que necessitam da doação do leite humano para garantir a sua nutrição durante o seu período de internação em unidades neonatais. Doar leite materno é garantir a segurança alimentar e nutricional de recém-nascidos prematuros, ajudando não só em uma alimentação segura, mas contribuindo com a alta hospitalar precoce”.

Doação em dados
Segundo a rBLH, ação do Ministério da Saúde (MS) e que tem seu Centro de Referência Nacional no IFF/Fiocruz, só no ano de 2020 realizou assistência em aleitamento materno para 1.507.831 mulheres em fase de amamentação, coletou 191.373 litros de leite humano de 156.373 doadoras, atendendo um total de 180.763 recém-nascidos prematuros internados em UTIs Neonatais do Brasil.

Como doar de forma segura?
Toda mulher que estiver amamentando e produzir um volume maior que o seu filho consome, com os resultados dos últimos exames realizados no Pré-Natal, pode ligar para o Banco de Leite Humano mais próximo da sua residência para se inscrever como doadora e receber as orientações de como doar.

“No momento da doação, a mãe deve colocar a máscara, prender os cabelos, higienizar as mãos e antebraço até os cotovelos, realizar massagem nos seios e coletar o leite direto no frasco de vidro com tampa de plástico fornecido pelo BLH. Depois deve identificar o frasco com nome e data da coleta e mantê-lo congelado até o dia da visita da equipe do BLH”, explica Danielle, que também lembra que as unidades do BLH são centros que atuam de forma segura e alinhados a processos de biossegurança capazes de proteger os seus profissionais, doadoras e receptores. “Todo leite humano doado é pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado aos prematuros”, aponta Danielle.

Para concluir, a coordenadora do BLH do IFF/Fiocruz, também lembra que atualmente as evidências mostram que mulheres em fase de amamentação podem se vacinar contra a Covid-19 e ressalta que não existe nenhum risco de que o bebê seja acometido pela doença enquanto se alimentar de leite materno.

Mais informações sobre a localização e contatos dos BLH no Brasil em: https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs ou no telefone: 0800 026 8877.

 

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