Covid-19: participe da pesquisa do IFF/Fiocruz sobre os impactos psíquicos da pandemia em mulheres mães de crianças ou adolescentes e em seus filhos

Com o intuito de avaliar as consequências da pandemia de Covid-19 no Brasil, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) lança uma nova pesquisa on-line. Desta vez, para observar os impactos psíquicos da pandemia em mulheres mães de crianças ou adolescentes e em seus filhos.

Para participar, é necessário que você tenha mais de 18 anos, seja residente no Brasil e mãe de crianças ou adolescentes de até 17 anos. A pesquisa será realizada em duas etapas: a primeira, de caráter quantitativo, através do questionário on-line disponível apenas para as mães; em um segundo momento, na etapa qualitativa, serão realizadas entrevistas abertas, em profundidade, com algumas mulheres que responderem ao questionário - e seus filhos, se tiverem idade entre 7 e 17 anos.

O estudo é coordenado pela professora e pesquisadora do IFF/Fiocruz Paula Gaudenzi, e a equipe é composta pelas pesquisadoras Vania de Matos Fonseca, também do Instituto, Ana Carolina Dias Vieira e Carolina Cunha Ribeiro. “A pesquisa foi motivada pelos inúmeros dados nacionais e internacionais de que as mulheres estão sobrecarregadas na pandemia, sobretudo devido ao trabalho do cuidado, o que impacta significativamente sua saúde mental e de seus filhos. O impacto da pandemia na saúde mental pode variar desde reações esperadas de estresse, devido às adaptações à nova rotina, até agravos mais profundos de sofrimento psíquico, e as mulheres são um grupo especialmente vulnerável aos efeitos da pandemia devido a serem elas, ainda hoje, as principais responsáveis pela economia do cuidado”, explica Paula.

Paula conta que a carga emocional se torna mais expressiva quando as mulheres são mães de crianças pequenas e adolescentes. “Em relação às crianças e adolescentes, as interações sociais extrafamiliares são imprescindíveis para o desenvolvimento global, pois outros olhares engendram formas diversas de comunicação e trocas e provocam deslocamentos subjetivos fundamentais. Portanto, são também um grupo social especialmente delicado em termos de saúde mental durante a pandemia”, ressalta.

Com a pesquisa, a equipe do projeto espera conhecer mais e fazer contribuições sobre a temática. “Queremos divulgar os resultados da pesquisa através de artigos e em eventos científicos. Isso feito, acreditamos fornecer subsídios para a (re)formulação de políticas públicas destinadas às mulheres, crianças e adolescentes, assim como para as políticas de saúde mental”, finaliza Paula.


Clique aqui e participe da pesquisa (o questionário leva cerca de 10 minutos para ser preenchido)

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