Pesquisa do IFF/Fiocruz avalia posicionamento das pessoas a respeito do lockdown

No cenário atual de agravamento da pandemia da Covid-19, em que vários Estados do Brasil têm adotado novamente medidas de lockdown para frear a crescente disseminação do vírus e assim aliviar o colapso do sistema de saúde, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) lança uma pesquisa com o intuito de analisar a aceitação dos brasileiros, das recentes restrições de circulação, fechamento do comércio e de atividades não essenciais, entre outras medidas recomendadas pelas autoridades.

O estudo “Posicionamentos da População brasileira sobre o Lockdown”, também chamado de "estudo lockdown", conta com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do IFF/Fiocruz (CEP-IFF), já está disponível e é dirigido para qualquer pessoa maior de 18 anos que seja residente do Brasil. Para participar, basta clicar aqui e preencher de forma anónima as 30 perguntas presentes no questionário on-line, em cerca de 10 minutos, até o dia 30 de abril.

O estudo é coordenado pelo pesquisador do Laboratório de Neurobiologia e Neurofisiologia Clínica do IFF/Fiocruz, Dimitri Marques Abramov, junto com a psicóloga do Instituto Maria de Fátima Junqueira e a aluna de Iniciação Científica (IC) Caroline Barros Loureiro Camargo. A pesquisa conta com a participação de outros setores da instituição, sendo uma força-tarefa para estudar aspectos comportamentais e de saúde pública da pandemia da Covid-19, através de pesquisas on-line.



O estudo vai permitir analisar as divergências de opiniões
dos brasileiros a respeito do lockdown

Sobre o objetivo da pesquisa e os resultados que esperam obter, Dimitri Abramov comenta. “Vamos avaliar o posicionamento das pessoas em geral sobre as medidas de lockdown, relacionando a opinião do participante com suas características demográficas e alguns posicionamentos pessoais. Com certeza observaremos divergências de opinião, mas queremos explorar os fatores associados a essas diferenças”.

Conforme explicado por Dimitri, chama a atenção que mesmo estando a situação epidemiológica agora claramente mais grave que na primeira onda, ao observar na mídia e nas redes sociais é perceptível uma divergência de posicionamentos da população com relação do cabimento de novos lockdowns no país, por isso o interesse em se aprofundar nessas diferenças. “É relevante realizarmos estudos dessa natureza para que possamos planejar políticas públicas de enfrentamento da pandemia que possam beneficiar o maior número possível de pessoas”, conclui o pesquisador sobre a importância da participação na pesquisa.

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