Funcionamento do IFF/Fiocruz do dia 26/3 a 4/4/2021

Edição por Everton Lima

Em função do agravamento do cenário epidemiológico da Covid-19 no Rio de Janeiro, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), alinhado ao posicionamento da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deliberou proteger seus trabalhadores e usuários, no período de 26/3 a 4/4/2021, e manter apenas as atividades de atenção à saúde essenciais.

No caso do município do Rio, a Fiocruz levou em consideração o Decreto Rio nº 48.644, de 22/3, que determinou medidas emergenciais restritivas para atividades não essenciais e permanência de pessoas em áreas públicas pelo período de dez dias. Portanto, o Instituto permanecerá em funcionamento, apenas para atividades assistenciais que não possam ser adiadas sem prejuízo para a saúde de seus usuários, com a adoção das medidas de proteção coletiva e individual estabelecidas no Plano de Contingência da Fiocruz. As medidas entram em vigor nesta sexta-feira (26/3).

A proposta apresentada pela Coordenação das Ações da Fiocruz no enfrentamento da pandemia de Covid-19 considerou o quadro de aceleração do número de casos da doença e de mortes provocadas pelo vírus Sar-CoV-2, além do risco de colapso da rede de assistência.

O Diretor do IFF/Fiocruz, Fábio Russomano, reforça as recomendações para combater a disseminação da Covid-19. “Aproveito para lembrar que todos devemos respeitar as demais medidas impostas pela Prefeitura do Rio, especialmente no que se refere a permanecer em seus domicílios, para os trabalhadores em trabalho remoto, evitando aglomerações e deslocamentos não essenciais. Tudo isso além do uso de máscaras e higienização frequente das mãos”.

Agravamento da pandemia  

A orientação é restringir ao máximo o contato presencial para proteger os trabalhadores, estudantes e demais colaboradores. No Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado em 23/3, os pesquisadores chamam atenção para a necessidade da adoção de medidas rígidas para o bloqueio da transmissão da doença em todos os estados, capitais e municípios que se encontram na zona de alerta crítico.

As principais recomendações apontadas são a restrição das atividades não essenciais por cerca de 14 dias, para redução de aproximadamente 40% da transmissão, e o uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população. O documento destaca ainda o agravamento do cenário nacional, que apresenta valores extremamente altos de casos e óbitos diários por Covid-19, a preocupante permanência da tendência de aceleração da transmissão do Sars-CoV-2 e o quadro muito crítico das taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

De acordo com os dados, ocorreram, em média, 73 mil casos diários e 2 mil óbitos por dia na última semana epidemiológica analisada (período de 14 a 20 de março de 2021). Além disso, o número de casos cresce a uma taxa de 0,3% ao dia e o número de óbitos por Covid-19 aumentou para 3,2% ao dia, um ritmo ainda maior do que o das semanas anteriores. Também foi observado um aumento desproporcional da mortalidade no país, passando de cerca de 2% no final de 2020 para 3,1% agora em março.

O IFF/Fiocruz destaca: Seja solidário e responsável, não leve o coronavírus para casa ou para seus colegas e os estimule a respeitarem as medidas de prevenção de contágio!

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