Emoção e solidariedade marcam a visita do Papai Noel ao IFF

Papai Noel existe? Essa é a pergunta que, muitas vezes ouvimos, principalmente, entre as crianças maiores. Sim, Papai Noel existe. Isso é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Ah! Como seria triste o mundo sem Papai Noel! Não haveria então a fé das crianças, a poesia e a fantasia para fazer a nossa existência suportável. A transparente luz das crianças, com a qual inundam o mundo, seria apagada.

Foi nesse clima de luz, fé e esperança que o Papai Noel visitou, no dia 13 de dezembro, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Para muitas crianças que permanecem internadas durante todo o ano, a sua chegada é mágica e inesquecível. Ao entrar na Enfermaria de Doenças Infecciosas Pediátricas (Dipe), o bom velhinho se emociona ao ver os rostinhos sorridentes e alegres dos pequenos pacientes. Com um sorriso estampado no rosto, ele descaracteriza a fantasia vermelha típica do Papai Noel, já que precisa vestir um jaleco de proteção sobre o traje, a fim de evitar a contaminação no ambiente. Nada disso, no entanto, interfere no clima de festa que se estabelece como num passe de mágica.

Para Ricardo Oliveira, pai do pequeno Yuri, a presença do Papai Noel já é um presente. “As crianças ficam internadas por períodos longos, e essa visita, além de deixá-las radiantes, ajuda na recuperação. Cada sorriso estampado no rosto, o abraço do bom velhinho, as palavras de carinho tornam esse momento único. O Yuri está apaixonado pelos presentes”, declarou. A emoção contagia a todos. Independente da idade, todos querem um abraço sincero do Papai Noel, que há mais de 27 anos visita o Instituto. 


Ricardo fica emocionado com a presença do Papai Noel (Foto: Everton Lima)

Para Ubiranilde Azevedo Barbosa, mãe da Sara, paciente internada há cinco anos, a chegada do Papai Noel é muito esperada não só pelas crianças, mas também pelos seus familiares e profissionais do IFF. “Para nós, essa visita já é o natal, a minha filha está internada e não iremos pra casa, então, esse momento é muito representativo. A chegada do Papai Noel, a entrega dos presentes, toda essa festa tem um significado muito especial. Eu já deixei de fazer várias coisas para presenciar esse momento, esse clima de uma emoção indescritível”, declarou emocionada. 


Toda essa festa tem um significado muito especial, disse Ubiranilde (Foto: Everton Lima)

O Papai Noel conta com a participação e colaboração de uma equipe de renas que não mede esforços para tornar mágica as suas visitas aos hospitais, asilos e outras instituições. No IFF/Fiocruz, a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais (Napec), Magdalena Oliveira, acompanha as visitas desde 1998 e fala da expectativa e preparativos para a chegada tão esperada. “Já em agosto, as crianças começam a perguntar pela visita do Papai Noel. Eu não divulgo a data exata para não gerar ansiedade, pois muitos pacientes recebem alta hospitalar e vão embora, isso acaba gerando uma decepção porque não vão ver o Papai Noel. Neste sentido, posso afirmar, a vinda do Papai Noel é, com certeza, um acontecimento muito marcante na rotina do hospital. Todos esperam por ele, pois a sua figura é mágica”, enfatizou Magdalena.

Se nas visitas às crianças o Papai Noel é só sorrisos e alegria, durante uma interrupção das atividades para o lanche, o bom velhinho chega a se emocionar ao contar sobre o seu contato com os pequenos, e reforça a importância de estender a magia e o espírito de natal por todos os dias. “Eu gostaria que o natal fosse todos os dias. Na minha vida, eu procuro fazer o natal todos os dias, levando amor, um gesto de carinho, um abraço apertado ao próximo. Nos dias atuais, estamos dependentes das mídias sociais, da internet, estamos nos isolando e esquecendo do contato interpessoal. Neste sentido, deixo a mensagem: Que o clima de natal que desarma os nossos corações, onde ficamos mais amáveis, mais solidários, se perpetue por todos os dias de 2020. Estamos precisando de um mundo mais solidário e mais humano”, finalizou emocionado. 


O olhar atento da pequena Pérola 
(Foto: Everton Lima)

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