IFF/Fiocruz realiza Curso de Atenção ao Desenvolvimento de Crianças Expostas ao Zika e STORCH

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) realizou, nos dias 11 e 12 de dezembro, na Escola de Gestão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Curso de Atenção e Cuidado ao Desenvolvimento de Crianças com Síndrome Congênita pelas infecções do Zika e outras síndromes causadas por sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes vírus (Storch), com ênfase na estimulação precoce e continuada. O curso responde ao Plano estratégico para o fortalecimento das ações de cuidados das crianças suspeitas ou confirmadas pela síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika (SCZ) e Storch no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Superintendência de Atenção Básica (SAB) do Rio de Janeiro, em parceria com o IFF/Fiocruz.



Turma no final do primeiro dia de capacitação - Capacitação contou com a participação de profissionais de fisioterapia motora, fonoaudiologia e terapia ocupacional do IFF

As fisioterapeutas Neurofuncionais Carla Trevisan, Miriam Calheiros e Tatiana Hamanaka, as fonoaudiólogas hospitalares Carolina Muzzio, Polyanna Mendes e Mariangêla Bartha, as fonoaudiólogas de linguagem Luciana Mayrink e Lívia Peluso e as terapeutas ocupacionais Natália Molleri, Rosane Veronez e Kamilla Ferraiuolo, todas especialistas do IFF/Fiocruz, foram as responsáveis pela organização e execução do curso, dirigido a profissionais das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) e à Centros Especializados em Reabilitação (CER) do Estado do Rio de Janeiro.



Fisioterapeuta motora do IFF/Fiocruz e membro do Comitê Gestor do Plano Estratégico, Carla Trevisan e a fisioterapeuta Tatiana Hamanka

A capacitação abordou temas sobre alterações e avaliação do desenvolvimento sensório-motor em crianças com Zika e Storch, noções básicas para tratamento em programas de estimulação precoce, cuidado centrado na família, orientações para pais e profissionais, entre outros temas.

Esse foi o primeiro curso de 2018, atendendo ao plano gestor, e estão previstos para 2019 mais 14 cursos do mesmo tipo, a serem realizados em diversos municípios do estado. No Plano Estratégico, o IFF/Fiocruz é responsável pelo Eixo 3, da confecção do Protocolo de Assistência do Estado do Rio de Janeiro para Estimulação Precoce e Continuada; e pelo Eixo 7, concernente à capacitação de profissionais da atenção básica em saúde das crianças expostas ao Zika e Storch, em pareceria com a equipe da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS).



Para 2019, estão previstos mais 14 cursos em diversos municípios do RJ

“Além de participar da elaboração do Plano, o IFF/Fiocruz também faz parte do comitê gestor, que é resultado do desdobramento de discussões acerca da Portaria do Ministério da Saúde - MS 3.502 de 19 de dezembro de 2017 -, realizadas com os representantes da sala de situação de acompanhamento da assistência às crianças e famílias e com a SAB. Pretendemos contextualizar a situação do Estado do Rio de Janeiro frente à SCZ e Storch e apresentar o plano de ações e metas para o enfrentamento da situação de saúde pública que esses agravos colocam como desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS) ”, explicou Carla Trevisan, coordenadora técnica da Fisioterapia Motora do Instituto e membro do comitê gestor. “O mais importante, dentre as ações citadas, é a capacitação das equipes dos NASFs para realização de estimulação precoce/continuada das crianças acometidas por SZC e Storch, que tem a coordenação geral e acadêmica de nossos profissionais”, salientou ela.

O objetivo do Plano
Em 2016, o Estado do Rio de Janeiro era o terceiro no país com maior número de casos de Zika Congênita e apresentava uma taxa de detecção de sífilis em gestantes de 21,6 casos para cada 1.000 nascidos vivos, sendo o segundo estado com piores taxas, tanto de detecção de sífilis em gestantes como de incidência de sífilis congênita. “O documento visa, especificamente, desenvolver ações intra e intersetoriais de promoção e prevenção da SCZ e Storch, apoiar a investigação e fechamento de diagnósticos das crianças com suspeita dessas doenças, qualificar o cuidado em rede das crianças identificadas com essas doenças e apoiar o fortalecimento dos diferentes serviços da rede de atenção à saúde. Tais iniciativas tem como finalidade a melhoria organizacional do SUS e o fortalecimento da intersetorialidade, qualificando a rede de proteção social às crianças acometidas com essas doenças e suas famílias”, concluiu Carla Trevisan.

Clique aqui e acesse o Plano estratégico para fortalecimento das ações de cuidados das crianças suspeitas ou confirmadas pela SCZ e Storch na íntegra: 

 

Informações Adicionais