IFF/Fiocruz debate benefícios da terapia com florais no cuidado integral à saúde

A Jornada do ciclo gravídico-puerperal e a utilização dos florais foi realizada nos dias 17 e 20/9 no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Reunindo estudantes e profissionais da área da saúde, o encontro, organizado pelos enfermeiros Rozania Bicego e Paulo São Bento, teve 30 horas de duração e buscou refletir sobre possibilidades de cuidado com as essências e os compostos Florais Filhas de Gaia. A pesquisadora e professora do Sistema Florais Filhas de Gaia Juliana Silva Pontes iniciou sua apresentação explicando que a terapia floral é integrativa e complementar e cuida das pessoas dentro do campo das emoções, sendo considerada uma prática de baixo custo e alta eficácia.

Juliana ressaltou que os florais foram reconhecidos na década de 1980 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, desde então, muitos profissionais começaram a utilizá-los dentro das consultas, mas ainda não existia no Sistema Único de Saúde (SUS) a regulamentação de seu uso. “A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, de 2006, assim como a portaria nº 702, de março de 2018  foram cruciais para garantir o acesso e apoiar o trabalho de quem desenvolve as práticas”, afirmou ela.

Para a pesquisadora, a incorporação da terapia na nova resolução do SUS auxiliou os profissionais a fazerem a utilização dos florais de uma forma clara e registrada dentro dos serviços. “É válido destacar que a terapia não visa substituir cuidados médicos, psicológicos e psiquiátricos. Ela contribui para um olhar holístico e do todo das pessoas, em prol da harmonia, bem-estar e saúde”, frisou ela.

Uma das participantes da jornada, a terapeuta floral do Centro de Atenção ao Portador de Deficiências (Ceapd), Maria das Graças Rodrigues de Moraes, aprova a utilização da prática e sua disseminação. “O IFF/Fiocruz é uma instituição de excelência, oferecendo bons cursos com profissionais capacitados.  Difundir essas técnicas, como Filhas de Gaia, que é um sistema acolhedor no sentido de carinho e amabilidade, complementam o trabalho curativo. É um processo muito importante, pois humaniza o cuidado com a gestante, e ela precisa disso”, comentou ela.

Rozania Bicego salientou que a proposta de trazer a discussão para a unidade foi reforçar a base legal e as práticas como um auxílio na manutenção e na integralidade da saúde. “É fundamental realçar o cunho científico dessa discussão, através da política de 2006 e da portaria de 2018, e as comprovações sobre os benefícios para a saúde dos usuários. Como aqui no IFF/Fiocruz um dos nossos focos de cuidado é a mulher, acreditamos que, no âmbito do ciclo gravídico-puerperal (período que compreende a gestação, parto e pós-parto), a prática só tem a ajudar”, pontuou ela.


Da esquerda para a direita: Juliana Silva Pontes, Rozania Bicego e as participantes da jornada

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