Oficina Literária do IFF/Fiocruz e editora Texto Território lançam livro que aborda parentalidade

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz) lançou, no dia 13/9, no Anfiteatro A do Centro de Estudos Olinto Oliveira (CEOO), o livro Artesania de textos. Invenção de parentalidade. A coletânea, que é a terceira criada pela Oficina de Literatura realizada no Instituto e contou com o apoio da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz) e do CEOO, reúne narrativas, histórias curtas e poesias de 11 autores, profissionais do IFF, que exploram os limites da parentalidade através de suas memórias vivências por meio da criatividade.


Capa do livro lançado no IFF

O lançamento contou com a participação do diretor do IFF, Fábio Russomano, autor da Apresentação da obra; da médica sanitarista e coordenadora da Oficina, Cynthia Magluta; do diretor da Cogepe/Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima; do presidente do CEOO, Antônio Meirelles; e dos escritores e professores de literatura Alexandre Faria e Oswaldo Martins, organizadores da publicação pela editora Texto Território.

Russomano afirmou que o livro é motivo de muito orgulho para todos os que participaram dele. “É uma contribuição para toda a sociedade, no sentido que você tem um registro de um olhar muito especial, que é o que o profissional da saúde/escritor nos brinda. Por exemplo, como é a visão do feto narrada por um obstetra, que sempre viu de fora e foi capaz de se ver por dentro... Então é de uma riqueza que eu não tive experiência de ver em outra situação”, fazendo referência ao texto Primeiras memorias, de Alexandre Trajano. Ele também parabenizou os autores e coordenadora da iniciativa, Cynthia Magluta. “Não tem como não se emocionar porque você se vê naquela situação ou como paciente-profissional ou como profissional-familiar, então é extremamente tocante e uma leitura muito rica”, concluiu o diretor do Instituto.

A respeito da Oficina de Literatura do IFF, que impulsionou a escritura do livro, o editor Alexandre Faria destacou que existe uma crença de que não é possível formar pessoas que façam literatura. "Isso é falso, a literatura é um trabalho e, como qualquer outro, passa por um aprendizado. A criação literária deve ocupar outros espaços de convivência, institucionais e laborais, e, no caso do IFF, foi um laboratório maravilhoso na construção dessa percepção”, ressaltou.

Para a médica Cynthia Magluta, que se iniciou no fazer literário por meio das oficinas, a literatura ajuda a ampliar a leitura do cotidiano da sociedade, construindo uma narrativa nova, capaz de resgatar as vivências e interações entre profissionais, voluntários e pacientes. “Ler e escrever são possibilidades de ganhar novas ferramentas, e novas ferramentas para construir um Instituto melhor e um país melhor”, completou ela.


Mesa de abertura do evento

O evento foi o espaço ideal para alguns autores apresentarem seus textos. Compartilharam seus escritos Alexandre Trajano, com Primeiras Memórias; Roberta Tanabe, com Cadê Meu Umbigo?; Daniela Koeller com A estátua; e Marcos Nascimento com sua história Leitura de o Teto Azul. Também estiveram presentes os autores Corina HF Mendes, Alexandra Campos, Anita Silva Paez, Katia Maria Souza, Maria Martha D. Moura e Rachel Niskier, assim como outros integrantes da comunidade do IFF/Fiocruz.

Os interessados poderão adquirir o livro Artesania de textos. Invenção de parentalidade (R$ 40) através do link.


Autores do livro reunidos

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