BLH do IFF/Fiocruz realiza evento em comemoração do Dia Mundial de Doação de Leite Humano

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), celebrou na sexta-feira (8/6), o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, comemorado em 19 de maio. Organizado pelo Banco de Leite Humano (BLH do IFF/Fiocruz), o evento reuniu as doadoras de leite com o objetivo de estreitar a parceria com elas, reforçar a importância das doações e promover a iniciativa.


Doadoras tiraram dúvidas sobre amamentação com a equipe do BLH do IFF/Fiocruz

No encontro, além das mães receberem orientações práticas de alongamento e relaxamento para o dia a dia, foi realizada a dança materna, com a professora licenciada nos métodos Dança Materna para Gestantes, Mães e Bebês Fabiana Kasprczak. Ela destacou que, a Dança Materna é um projeto de atenção integral à mãe e ao bebê, desde a gestação até os três anos de vida. A aula propicia a vivência especial de dançar em dupla, promove um encontro entre mulheres que estão atravessando a mesma fase da vida, a otimização da redução de peso, reeducação corporal, que refletirá positivamente no modo de carregar e amamentar o bebê, e incentiva o conhecimento mútuo entre mãe e filho. “Para mim, foi um prazer estar no BLH. Também sou mãe, tenho um filho de 3 anos e 9 meses, fui muito ajudada pelo BLH no início da amamentação e, inclusive, incentivada a me tornar doadora. Doei por quase 2 anos e tenho muita admiração e gratidão pelo trabalho desenvolvido no IFF/Fiocruz”, afirmou a professora.

Para finalizar o evento, as doadoras visitaram o processamento, onde a gerente do BLH do IFF/Fiocruz, Danielle Aparecida da Silva, explicou que todo leite doado passa por análises sensoriais, físico-químicas, pela pasteurização, processo que inativa as possíveis bactérias e vírus contaminantes do leite humano e, por último, pelo controle de qualidade microbiológico. Por ser um processo rigoroso, feito com muita cautela, é necessário que a doadora siga determinadas recomendações, como coletar o leite sempre com o cabelo preso, pois um fio de cabelo dentro do leite, impossibilitaria a sua utilização, por estar fora dos padrões. Nesses casos, o BLH do IFF/Fiocruz entra em contato para ajudar e conceder dicas para a doadora.

O Brasil e todos os países que adotaram o Modelo Brasileiro de Banco de Leite Humano, como América Latina, África, Península Ibérica, Caribe e América Central, veem o leite como um alimento funcional, por isso, os leites recebidos, em hipótese alguma, são misturados, já que cada um possui uma característica que será útil para o desenvolvimento de um determinado bebê. “O leite materno é utilizado como fator nutricional para que o bebê cresça saudável. Quando o leite sai do peito, primeiro o neném mama bastante água e fatores de proteção, depois vêm as proteínas que vão fazê-lo crescer, só no final a gordura. Portanto, para vocês sempre terem leite, deverão ter uma boa alimentação e tomarem bastante líquido, principalmente água, a amamentação não é época de fazer dieta”, informou a gerente.

Para divulgar o programa e atrair doações, são feitas divulgações maiores no Dia Mundial de Doação de Leite Humano, em 19 de maio, na Semana Mundial de Aleitamento Materno, de 1 a 7 de agosto, em parceria com o Governo e o Ministério da Saúde, e sempre que necessário, como para aumentar o estoque de leite.

O procedimento para se tornar doadora é ligar para o Banco de Leite no 0800-026-8877, se matricular como doadora e, nesse momento, apresentar os exames do último trimestre da gestação, que serão avaliados pelas médicas do Instituto. Assim, após receber orientações de como doar, ela será visitada toda semana para ser trocado o pote cheio de leite, pelo pote vazio estéril, que deverá ser pote de vidro, tampa plástica tipo maionese ou café solúvel. A doadora Lívia Lodi Rodrigues faz questão de participar e apoiar a iniciativa. “Gostaria de parabenizar o IFF/Fiocruz pela praticidade do programa, se cada pessoa divulgar um pouco, contribuirá muito”, avaliou ela.

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A doadora Lívia Lodi Rodrigues trocou experiências com a gerente do BLH, Danielle Aparecida da Silva

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