Reflexão sobre saúde global foi tema de evento no IFF

Convidado para ministrar a primeira palestra das atividades do Planejamento Estratégico do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), o coordenador do Centro de Relações Internacionais (Cris) da Fiocruz, Paulo Buss, iniciou a sua apresentação com um breve relato sobre a situação atual da saúde infantil no mundo: “A cada ano, cerca de 15 milhões de crianças nascem pré-termo e esse número está aumentando, há muitos dizendo que é pela deterioração das condições de vida e da assistência perinatal, mas também pelo parto cesário, que virou quase que uma epidemia na maior parte do mundo.”

Ainda sobre prematuridade, Buss relatou que somente em 2015, cerca de um milhão de crianças, menores de cinco anos morreram, e que ¾ dessas mortes poderiam ter sido evitadas com intervenções existentes. “Pensar o cuidado neonatal e as políticas relacionadas à amamentação são fundamentais neste cenário”, declarou o pesquisador.

Paulo Buss também fez uma reflexão sobre as conferências realizadas nos últimos 20 anos que culminaram, em 2000, na declaração dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e, posteriormente, após amplo processo participativo lançado no encontro Rio+20, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) e a instauração da Agenda 2030. O coordenador do Cris apontou os desafios para o alcance das metas propostas e a necessidade de considerar os determinantes sociais da saúde, por meio de formas inovadoras de governança que incluem os demais setores governamentais e a sociedade civil. “Precisávamos fazer uma conexão entre saúde e desenvolvimento. Uma sociedade não terá desenvolvimento, se não tiver o seu povo saudável”, afirmou.

O pesquisador finalizou a sua apresentação com uma breve explanação sobre cooperação internacional e a importância do IFF se posicionar nesse cenário. “Precisamos buscar oportunidades dentro dessas agências, oportunidades para área internacional – tanto na cooperação Norte - Sul, como na cooperação Sul - Sul, no sentido de formar pessoas que possam ser capacitadas no ensino, na pesquisa e na assistência. Precisamos pensar também em ampliar a oferta de estudantes estrangeiros no IFF, assim como está se ampliando em outros institutos da Fiocruz. O IFF tem condições de desenvolvimento para ofertar conhecimento na área da mulher, da criança e do adolescente”, finalizou o pesquisador.


Informações Adicionais