Delegados e observadores do IFF marcam presença na abertura do 8º CI Fiocruz

Na última segunda-feira (11/12), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu início aos trabalhos da oitava edição do seu Congresso Interno (CI), a mais importante instância de gestão democrática e participativa da Fundação, que ocorre a cada quatro anos. O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), unidade com maior número absoluto de servidores da instituição, mostrou sua força e coesão na abertura do CI, ocorrida no campus principal da Fundação em Manguinhos, por meio da presença de seus 22 delegados, 5 suplentes e 4 observadores eleitos em assembleia realizada no dia 16 de novembro na unidade.


Membros do IFF reunidos ao final da abertura do 8º CI

Durante a manhã, o grupo manteve-se reunido ao longo das atividades de abertura a aprovação do Regimento Interno do evento. À tarde, os delegados e observadores se dividiram nos 12 grupos de discussão para contribuir com o texto das teses e defender os eixos fundamentais relativos às ações desenvolvidas pelo IFF e aos segmentos populacionais atendidos pelo Instituto.


Fábio Russomano reúne delegados e observadores do IFF antes da divisão em grupos

O diretor do IFF, Fábio Russomano, delegado nato e membro da Comissão Organizadora do 8º CI, liderou o grupo, que, representando diversos setores e categorias profissionais do Instituto, demonstra a diversidade e potência da unidade nas contribuições a serem dadas nos grupos de discussão das 11 teses propostas no Documento de Referência do evento.  “A participação no CI é uma grande oportunidade de influenciar as estratégias da Fiocruz em prol da saúde da mulher, da criança e do adolescente, além de marcar nosso posicionamento político na comunidade interna e perante a sociedade brasileira”, frisou Russomano.

Em busca de diferentes olhares para mirar o futuro da Fiocruz e do país

A mesa de abertura do 8º CI, que durou quase toda a manhã, reuniu membros da Fundação, de instituições de ensino e pesquisa, do poder legislativo federal e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de estudantes e movimentos sociais, e foi pontuada por falas emocionadas acerca do papel da Fiocruz como instituição estratégica de Estado, sobretudo frente ao delicado momento político vivenciado pelo país. Além da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, estiveram presentes o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação, Mario Moreira; o reitor da UFRJ, Roberto Leher; a deputada federal pelo Rio de Janeiro Jandira Feghali; o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira; a representante do Museu da Maré Claudia Rose da Silva; o representante do CNS Fernando Pigatto; a presidente da Asfoc-SN, Justa Helena Franco; e a representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Mayara de Mattos Lacerda de Carvalho.  


Mesa de abertura destacou papel da Fiocruz na luta pelas conquistas democráticas

A nova configuração do CI, que, pela primeira vez, convidou observadores externos à Fundação, responde à necessidade dessa conjuntura específica na qual se insere a sociedade brasileira. “Avaliamos a nossa participação aqui como uma decisão acertada da Comissão Organizadora do 8º Congresso Interno. Nesse importante contexto histórico, este é um Congresso que se abre para o olhar externo para que possamos pensar em soluções conjuntas”, ressaltou Claudia Rose da Silva. Fernando Pigatto também enfatizou a relevante contribuição do “olhar de fora” nas definições deste CI. “Nosso papel aqui não é entrar nos detalhes das teses a serem discutidas, mas de buscar promover, cada vez mais, ações articuladas da Fiocruz com os agentes externos que se relacionam com ela”.   

No mesmo sentido foram as falas de Roberto Leher e Ildeu de Castro Moreira. Leher destacou a inspiração representada por essa instância coletiva de deliberação da Fiocruz para outras instituições de ensino e pesquisa. “Precisamos de frentes muito consistentes de luta para que possamos nos posicionar nesse tempo histórico que estamos vivendo, de ataque às instituições de reflexão crítica e de produção de conhecimento. Desejo que este congresso possa ser pleno de vibração da vida, de construção de diálogos e, sobretudo, da construção ativa de consensos. Também estamos preparando nosso congresso na UFRJ, inspirados pela experiência vigorosa da Fiocruz”, finalizou.

Já Moreira ressaltou a necessidade de articulação cada vez maior entre as instituições relacionadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico no país, convidando a Fundação a partilhar os resultados desta edição do CI com toda a comunidade científica nacional na próxima reunião da SBPC, que acontecerá em julho de 2018, em Maceió. “Estamos vivendo um desmonte de um projeto de país, de avanço contra a democracia brasileira e contra a universidade pública. Vivenciamos um momento de resistência democrática, mas já passamos por isso em décadas anteriores. A SBPC e a Fiocruz têm um histórico de resistência, e, ao mesmo tempo, o papel de lutar para reformar o país, suas instituições públicas, ou seja, de planejar o futuro”, concluiu.


Primeira mulher a presidir a Fiocruz, Nísia enfatizou a importância desta edição do CI

Após um vídeo que resgatou a história do Congresso Interno da Fiocruz, que teve sua primeira edição realizada em 1988, na gestão do presidente Sérgio Arouca, Nísia Trindade Lima, primeira mulher eleita presidente da Fundação, encerrou a manhã ressaltando a particularidade deste CI no sentido de assumir a defesa do SUS e de um sistema de ciência, tecnologia e inovação para a construção de um país democrático, mais justo e solidário. “Este é um ato cívico. Não é um ato apenas pela Fiocruz, mas pela democracia no Brasil”, destacou ela.

Leia mais sobre o 8º Congresso Interno da Fiocruz em https://congressointerno.fiocruz.br/

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